O Brasil é um pais tolerante?

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Por Lilia Katri Moritz Schwarcz

Historiadora e antropóloga brasileira. É doutora em antropologia social pela Universidade de São Paulo e, atualmente, professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na mesma universidade.

O vídeo acima da Historiadora e Pesquisadora Lilia Schwarcz apresenta de forma irrefutável dados de uma alarmante verdade.

Urge que a população retome o diálogo sob o risco de um catastrófico colapso social. Não dá mais para apontar culpados, é necessário reparar o estrago e fortalecer as bases de um povo livre, que é a ” ampla liberdade de expressão” item essencial de nossa constituinte e que foi covardemente aviltado.

Está ocorrendo no país um fenômeno num nível nunca observado antes, a intolerância com relação a posicionamentos políticos tem divididos familiares, separados amigos, desmembrado grupos e motivando discriminações culturais, ataques a integridade psica ou emocional e chegando a extremos de violência física.

Nesse descontrolado turbilhão de informações incoerentes e conflitantes, pequenos grupos extremistas que são altamente segregadores e discriminatórios estão se sentindo livres para imporem suas convicções e motivados a subjugarem quem pensa diferente. Está ficando cada vez mais perigoso se pronunciar e é necessário que a população reaja com um diálogo respeitoso para se chegar ao nível da compreensão e aceitação de ambos os lados, pois, caso contrário, os inescrupulosos que fomentam essa separação para tirar proveito da situação, estarão cada vez mais livres para atuar independentemente das consequências.

Se um grupo é incapaz de reconhecer que foram, e são manipulados por ondas de fake news, cabe ao outro grupo sair do modo de oposição e procurar outras formas de diálogo, pois “a quem muito foi dado, muito será cobrado”. Cabe aos portadores de discernimento agir com bom senso, e não se deve esperar nada em contrário.

Se até pouco tempo atrás qualquer roda de conversa era recheada com opiniões contrárias sobre futebol, sociedade e política, e os opositores após exaltados debates sempre terminavam sentindo-se mais próximos, apesar das diferentes convicções, hoje ocorre o contrário e assuntos políticos sérios, que são determinantes na vida de todos, tornaram-se uma área proibida pois virou um campo minado de ofensas e discriminações. O país foi divido em dois lados e esses não se dialogam, um lado continua sendo manipulado por informações distorcidas como arma de combate para se manter o ou ladro sob coerção. E enquanto um lado somente dialoga com os seus iguais, e o outro lado idem, o país continuará dividido e fácil de ser manipulado.

Urge que se retome as conversAÇÕES.

Consultado no site da revista Exame em 08/10/2019

Não existe um grupo, seja ele de família ou de colegas das mais diversas áreas, que não esteja passando por essa contenda, e a causa disso foi um uso intencional das redes sociais como meio de camuflar a difusão de informações de caráter duvidoso ou ofensivo, com o intuito de manipular opinião pública e jogar as pessoas umas contras as outras, dividir a população, e tirar proveito da situação.

Portanto…

Só há uma solução para a falta de diálogo, o respeito a opinião do próximo, mesmo que ela esteja embasada em falsas premissas.

Só há uma solução para as fakenews que incentivam o ódio, alimentam o preconceito e motivam a violência, checar se as fontes da informação são confiáveis ou se estão a serviço ambiciosos oportunistas que estão se valendo da boa fé de muita gente para manipulá-los como fantoches.

Só há uma solução para o país, reconhecer que se errou, ou nas escolhas políticas, ou no dogmático posicionamento ideológico diante do próximo.

Não há isentos, todos são (co)responsáveis pela situação atual, e todos são perdedores, exceto um pequeno grupo de ambiciosos e inescrupulosos políticos.

Prof. Paulo Morais

De agora em diante haverá cinco em uma família, todos divididos uns contra os outros: três contra dois e dois contra três. Estarão em litígio pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra mãe, sogra contra nora e nora contra sogra”. Discernindo o final dos tempos

Evangelho de Lucas 12: 52 a 53
Prof. Paulo Morais
Prof. Paulo Morais

Será bem vindo qualquer comentário feito a favor ou contra esse artigo, pois é do debate das ideias que surgem as ferramentas de desenvolvimento aonde todos saem ganhando, principalmente os opositores. Mas esses devem ser feitos de forma respeitosa, embasado em dados confiáveis, oriundos de fontes idôneas e isentas de parcialidade.

Prof. Paulo Morais
Prof. Paulo Morais

Mas você deve estar se perguntando.
Mas e os responsáveis pelas fake news? Que são?
Pesquise na Internet as palavras “Fake news e Eleições” e descubra por si só.
O objetivo desse post não é achar responsáveis e apontar culpados, isso seria um contrassenso pois estaria fazendo o contrário do que o artigo propõe, que é REUNIR AS PESSOAS EM PROL DO BEM GERAL.
O Objetivo desse post é chamar a atenção e despertar a consciência das pessoas para que cada um faça a sua parte.

Prof. Paulo Morais
  • Prof. Paulo Morais
  • Master Coach Executivo e de Negócios pela PM Coaching
    Life Coaching em Qualidade de Vida, Saúde, Bem Estar e Autoestima pelo ICS
    Consultor e Mentor em TIC - Tecnologias da Informação e da Comunicação pela PsM Gestão Tecnológica
    Coach e Mentor de Satart UPs pelo programa Inovativa - MCT / Sebrae

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